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Será que eu consigo voltar a gostar de Castlevania?


Na minha opinião, depois de SOTN a Konami não conseguiu achar a fórmula da felicidade dentro da série e como não sou uma jogadora de portáteis, onde os games parecem seguir o jeito "metroidvania" de ser, todos que saíram para este tipo de console não contam, mesmo que altamente recomendados por amigos. Se algum dia, eles ficarem disponíveis na loja virtual da Nintendo eu dou uma chance, mas jogar na telinha não é muito minha praia, então dei aquela "passada" básica. O fato é que eu era uma verdadeira fã, desde a era "turbo game" (Um tipo de Nintendinho genérico) onde o chicote dos Belmonts reinavam, mas foi para Alucard que entreguei a chave do meu coração e provavelmente foi neste jogo que mais gastei horas da minha vida, sempre tentando encontrar todos os objetos - por mais idiotas e inúteis que fossem. Matando por horas a fio todos os inimigos para a "dropagem" de itens (malditas espadas multiplicadoras) e para acumular pontos de experiência. Tudo bem que os primeiros jogos da série não tinham backtracking ou qualquer elemento de RPG, no entanto essa adição casou muito bem com a proposta e desde então não consigo mais ver Castlevania como um "Contra" (também da Konami) com vampiros. 

Depois de todo esse relato, vocês já devem imaginar que Castlevania Lord of Shadows não foi um dos jogos que mais gostei na vida. Na verdade não cheguei a achar ruim, apenas mais um jogo no meio desse mar de coisas genéricas e acabei passando do "monstro do lago gelado" e deixando de lado. Também fiquei animado como todo mundo na época da produção, já que Kojima estava no time, mas me decepcionei lindamente na versão final, que tratei de passar o mais rápido que  pude. LanDi diz que eu me preciptei e que depois da terceira fase a coisa começa a ficar mais legal, só que o tem coisas que me irritam em alguns jogos e infelizmente CLOS possui algumas dessas características, como falta de identidade. O jogo da Konami parece ter uma verdadeira crise: Não sabe se quer ser Shadow of The Colossus ou God of War. Sei que muita gente vai discordar dessa parte dizendo que este é o verdadeiro Castlevania, como já li milhares de vezes em fóruns da vida, no entanto como já expliquei, depois de SOTN e todos os elementos de exploração e RPG que casaram perfeitamente com a proposta, ficou difícil ver o jogo seguindo outra linha.

Talvez eu tenha jogado pouco para tirar uma conclusão, ou talvez o fato de ter acabado de terminar God of War 3 e pular para Castlevania, tenha influenciado e muito na minha visão negativa a respeito. Prometo dar mais uma oportunidade daqui a algum tempo, mas por enquanto a minha opinião é a pior possível. No máximo daria um 7,5. Então, o que me animaria a voltar a amar essa série magnifica que passei a ver com indiferença? Acho que nada mais, já que um dos produtores da Konami, David Cox, disse que tanto o título do portátil, quanto Castlevania: Lords of Shadow 2 serão focados na exploração. A declaração foi dada em uma conversa dos produtores com o site Gamespot, na qual estava presente também o proprietário da Mercury Steam, Enric Alvarez, que complementou: “Eu acho que o que nós estamos fazendo é melhorar os aspectos de exploração. Por exemplo, em Lords of Shadow você tinha que recarregar níveis específicos para reexplorá-los. Tanto em Mirror of Fate quando em Lords of Shadow 2, a exploração cresce organicamente junto da estrutura do jogo, não há necessidade de carregar - apenas ir em frente”.


Eles também disseram que embora muitos estejam especulando, a intenção não é fazer um “Metroidvania”, mas sim algo mais semelhante a Castlevania III: Dracula’s Curse, com personagens multiplos e vários caminhos. Lords of Shadow 2 foi descrito como um fim de saga, onde, após conhecer o início da história de Drácula (no primeiro título da série), ele vira o protagonista do segundo game e assim será até o fim do jogo. Se por um lado eles querem colocar exploração, por outro querem enfiar fases no jogo. Eu pessoalmente acho fail, não gosto de ter "fases", gosto de backtracking, e todas essas firulas que jogos de RPG em sua grande maioria possuem. Gosto de ter uma cidade (neste caso, o castelo do drácula) e dar de cara com uma parede que só poderá ser aberta quando matar o chefe tal e conseguir o item necessário para quebra-lá, é disso que estou falando, não enumerar cada parte do jogo e continuar andando em frente.

Enfim....

Não há de se negar que o trailer apresentado antes da E3 foi de tirar o fôlego, até mesmo para mim que tive péssimas impressões a respeito do primeiro game. Mas como jogo, este ainda continua uma interrogação e não poderia me decepcionar mais com as declarações do alto escalão do Mercury steam. Então meus caros, parece que ainda não é dessa vez que fico feliz de enfrentar o conde Drácula depois de 1000 anos....
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