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Análise do Prenconceito Dentro e Fora dos Games segundo Drª Elhain.


Todos sabemos que o preconceito está aí, e falar que alguém é isento totalmente desse sentimento é a maior hipocrisia do mundo, seja quem já passou por preconceito ou quem nem imagina como é passar por isso. O que vou falar aqui foi um assunto do chat do FinalBoss que aconteceu dia 29/02 e me fez pensar em outras inúmeras perguntas. Primeiramente, vamos começar falando do universo de Mass Effect.

Pra quem jogou o game, existem várias raças alienígenas além dos humanos, entre eles Krogans, Batharians, Asaris, Drells, Turians, Volus, Salarians, Quarians, etc. E o que o jogo em determinada parte busca são as relações entre Shepard (personagem principal) e alguns dos tripulantes da Normandy. Todos os jogadores se esforçam pra pegarem uma Miranda (humana), ou uma relação diferenciada com a Tali (quarian), ou uma pessoa com mais idade como a Dra Chakwas ou a secretária ninfeta Kelly (ambas humanas). Recentemente foi postado que seriam possíveis romances entre seres do mesmo sexo, o que abriu um leque de possibilidades antes não imaginadas de relações dentro da Normandy.

Aí podemos parar pra pensar: e se fosse a vida real? Teríamos coragem de fazer o mesmo?

Não meus amigos, não estou falando de sair pegando homem, ou na pior das possibilidades pegar o Garrus (eu acho a voz dele sexy), mas falo de ter relacionamentos com seres de outras espécies compatíveis com a nossa, como as Asari.



Pra quem não conhece as Asaris, se trata de uma raça unicamente feminina, que precisa de outra espécie pra se multiplicar, mas elas não precisam dos genes do parceiro, a não ser pra uma recombinação genética pra gerarem Asaris idênticas a elas mesmas. Uma relação com uma Asari seria no mínimo estranho para os nossos padrões sociais, pois um dos critérios do chamado "crescei e multiplicai-vos" não se faz necessário, pois de uma relação com uma asari só surgirá outras asaris, onde o segundo parceiro ficaria sem transmitir seus caracteres para uma possível prole. No próprio Mass Effect temos alguns casos durante a campanha que você se depara com situações tensas de casais em que uma Asari está com uma outra espécie e existe um conflito por conta dessa demanda genética (em Illium temos um caso curioso apresentado).

No chat foi colocado se alguém teria coragem de ter relação com uma asari. Na minha opinião, asaris são gostosas, tem um corpo perfeito e o fato de serem azuis é o de menos pra quem busca um corpo escultural, dificilmente vemos uma feia dentro do jogo (Liara é muito fofa). Grande parte foi contra. Aí surge a discussão: será que isso é só por conta da cor? Mesmo que seja uma brincadeira, isso não estaria puxando um preconceito inconsciente nosso, a evitar diferenças nas pessoas?

Dentro dos meus estudos na psicologia, digo que isso é sim, possível. Muitos falarão que não, que não se pode comparar um jogo com a vida real, mas se alguns possuem atração sexual na Sheva de RE5, ou acharem a Miranda de Mass Effect "gostosa", porque não sentir o mesmo com outras espécies lá apresentadas? Não estou falando que alguns achem por exemplo algum pokémon fofo e por isso ter um caso com eles, mas com o exemplo apresentado em Mass Effect, por ter um conteúdo mais adulto e com raças distintas que podem ter relacionamentos inter-raciais. Dentro das campanhas o jogador é bombardeado com esses casos e se pararem pra pensar, nosso preconceito pode se fazer presente ali, não aceitando diferenças lá mostradas, ou demonstrando casos de intolerância de acordo com algumas situações apresentadas. Querendo ou não, o jogo se for analisado de uma perspectiva menos gamística, mas social, faz bem o seu papel de denunciar a nós mesmos como o preconceito existe mesmo em situações mais inocentes como o simples "jogar videogame".

E fazemos isso o tempo todo. Seja não aceitando um relacionamento com um Krogan, ou determinando tipos de games que tal pessoa com tal comportamento deve ou não jogar, desmerecendo alguém por alguma diferença física ou simplesmente não aceitando uma particularidade, o mais comum que está em voga na sociedade: segregar por gênero e ainda existem outros inúmeros problemas que eu poderia citar mas o post ficaria gigantesco.

A pergunta que deixo é simples: até onde vai nosso preconceito? Se limita ao real somente?

Eu já tenho a minha resposta.

Jorge Antonio da Mata, ou Elhain Van Houtten, como preferir.... 

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