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Pikimin 3 é o motivo que você precisa para comprar um Wii U.


Eu sei que muita gente quando olha para os bichos pequeninos, com florzinha na cabeça chamados carinhosamente de Pikimin, pensa que a Nintendo não tem jeito e só quer fazer jogos infantis e fofoletes para o público casual. Pensando nisso, decidi criar esse post/preview para corrigir de uma vez por todas esse equivoco que as pessoas podem ter devido a um conceito pré concebido ou por um acaso se você já cometeu esse erro, que não venha se repetir com o terceiro jogo. Você jogará sem se preocupar com tempo, espaço, direção, namoro, comida e afins. Dá para esquecer que existe vida além quarto ou sala, ou seja lá onde você mantém seu video game, já que o mestre caprichou mais que o normal e lapidou este diamante a perfeição. É algo difícil de explicar, mas vou tentar passar por palavras o porquê você vai querer comprar um Wii U só para controlar as pequenas criaturinhas, realizando estratégias e morrendo de pena ao vê-los sucumbir em frente a algum animal selvagem para te defender, ao seguir cegamente suas ordens. Lets go, girls!

Como surgiu a ideia....


Como sempre ele, o Deus dos gamers Shigeru Miyamoto está por trás da mágica. Reza a lenda que o gênio  criou Pikimin enquanto praticava um de seus hobbies preferidos: A jardinagem. Então ao ver o esforço das formigas ao levar comida para a toca, imediatamente imaginou que este conceito poderia dar certo em algum tipo de game, foi aí que começou a produção. No inicio, os produtores encontraram dificuldade para conseguir fazer as criaturas carregarem coisas para um determinado lugar, mas com o dedo do Mestre, tudo se resolveu e ao ver o game em ação, conseguiram dar uma direção para toda a estupenda jogabilidade. O game foi lançado em 2001 no lançamento do Nintendo Game Cube, console que em minha opinião foi um dos melhores já feitos pela Big N, pena que o Tsunami chamado Playstation 2 saiu varrendo tudo o que estava no caminho, mas deixa pra lá, isso é assunto para outro tópico.


O primeiro Clássico....

O primeiro game da série consiste em ajudar um capitão chamado Olimar que em uma de suas andanças pelo espaço sideral, tem sua nave (A "Dolphin" em clara alusão ao nome do protótipo do novo console, o Game Cube) atingida por um cometa e se vê obrigado a forçar uma aterrizagem no planeta mais próximo - a terra. Esse pouso não é nada amigável e Olimar é jogado para fora da cápsula no contato, espatifando a navezinha e espalhando seus pedaços pelo planeta. O problema é que aqui na Terra, Olimar é do tamanho de um mini disk de Game cube (neste momento, da até vontade de chorar com o esmero nos detalhe dos manuais da nintendo, que continham essa comparação) e o planeta está cheio de perigos, como joaninhas e bichos estranhos que nem parecem ser do nosso planeta. Talvez só sejam vistos pelos minúsculos olhos do Capitão, mas enfim, além desse problema, Olimar não consegue respirar em nossa superficie e o nosso "oxigênio" parece ser tóxico a sua espécie, o fazendo correr contra o tempo, pois seu estoque de ar só durará 30 dias! Mas em uma dessas andanças para procurar os pedaços da nave, e tentar sobreviver, ele da de cara com uma criatura ainda menor, que passa a segui-lo e obedecer suas ordens cegamente: O pikimin vermelho e ele não poupará esforços para pedir ajuda as criaturas e voltar para casa.


É aí que entram as "classes" de Pikimin e além do pikimin vermelho que Olimar descobre ser um ótimo lutador e mais para frente, resistente ao fogo, também terá a ajuda do Pikimin amarelo, que devido a suas longas pernas, consegue pular mais alto que os outros, carregar bombas e resistir a eletrecidade. Além do Pikimin Azul, que são os mais rápidos e podem andar tranquilamente por poças d´agua, em compensação, são os mais fracos de toda a trupe colorida. Como os pikimins são criaturas minúsculas, será necessário um verdadeiro exército para conseguir dar cabo dos animais deste planeta, além de um determinado número para carregar as enormes peças de sua nave despedaçada que serão encontrados ao longo do caminho. Para produzir os bixinhos, você vai ter que levar alimentos encontrados pelo caminho em forma de néctar ou até mesmo os animais abatidos para uma epecie de "cebola" que nada mais é que a casa dos pikimins.

Gênial não? Bom, a critica imediatamente abraçou o jogo como um novo clássico e Miyamoto recebeu o E3 2001 Game Critics Awards por pikimin ser o melhor puzzle da feira e o 2001 Japan Media Arts Festival pela excelência nas artes interativas. Mas nem tudo foram flores e a média no Metacritics (89 de 100) ficou aquém das expectativas devido ao limite de tempo de 30 dias imposto no jogo para seu término. De fato é o maior problema, pois um game com os gráficos que pikimin possuiu e uma temática relaxante, não deveria ter um limite para ser terminado. 

O segundo clássico....


Já no segundo jogo duas cores de Pikmins são adicionadas, o branco com resistência a veneno e super leves que possibilitam serem jogados mais longe e o roxo, que são mais pesados e tem força de 10 Pikmins. A trama do segundo não tem a mesma tensão de sobrevivência, Olimar volta ao planeta junto com Louie - seu irmão- em busca dos "tesouros" (no planeta de Olimar, pilhas, clipes de papel e outros adereços para nós insignificantes, valem uma fortuna) para evitar a falência da empresa em que trabalham. Sendo assim, a Nintendo ouviu as preces dos jogadores e retirou o limite de tempo, nos deixando explorar o planeta quantos dias for necessário. O jogo perde em narrativa mas ganha muito com a sofisticação do game design. Como a adição de cavernas para explorar, nas quais o jogador não pode retornar a base para buscar mais Pikmins, o que enfatiza o raciocínio e a estratégia. E o personagem Louie permite que a exploração seja feita em duas frentes,  possibilitando fases mais complexas.

Agora a critica tinha ficado feliz e nós jogadores também. Não ter limite para apreciar o jogo era o sonho de qualquer fã que estava sendo realizado. A média no metacritics também melhorou, ficando em 90 de 100.

O terceiro e futuro Clássico...



Se você teve paciência para ler até aqui, já fico feliz por pelo menos ter atiçado a sua curiosidade. Muitas coisas tornarão esse pikimin muito mais especial que os outros, mas mesmo que só fosse um upgrade gráfico, eu já estaria contente pois sou uma fã incondicional. Pikmin 2 serviu para expandir e facilitar a jogabilidade do primeiro jogo, mas depois a Nintendo ficou pensando o que fazer com a série e com a existência dos Wii, 3DS e Wii U, várias experiências foram testadas para descobrir que tipo de Pikmin seria feito de acordo com a plataforma ideal. A resolução e o processamento do Wii U foram determinantes para escolhê-lo como console para Pikmin 3, que inclusive começou no Wii, porém nada mudou em termos de conceito, mas a Nintendo viu que seria melhor usar o poder maior para mostrar um mapa bem mais detalhado com frame-rate livre de problemas. É Big N querendo entrar na nova geração gente, que emoção.

As novidades vão muito além da segunda tela do Wii U pad. Poderemos controlar um novo tipo de  pikimin, como sempre vem acontecendo nas continuações e vamos controlar não dois, mas 4 personagens líderes diferentes ao mesmo tempo. O novo pikimin é de pedra e será usado para quebrar superfícies com gelo ou mais duras, também existe um rumor a cerca de um pikmin rosa que dá até para notar na imagem no logo do game. Achei digno, mas ainda não tenho detalhes alguns sobre a rosada criatura. Os 4 novos personagens ainda são uma incógnita. A Big N está fazendo a mafiosa e escondendo o jogo, mas provavelmente controlaremos Olimar e Louie novamente, junto com mais dois novatos que eu penso ser da família também.

Pode parecer pouco, mas uma nova espécie das criaturas já levanta um leque de possibilidades absurdo e implica em sérias mudanças na maneira como se planeja as estratégias ao longo do dia. Quanto a controlar quatro pessoas ao mesmo tempo, pode ser uma boa desde que coloquem a função em algum botão para chamar os companheiros de onde você estiver. Convenhamos que deixar um personagem em um lado, depois andar meio mundo e ter que voltar lá para pega-lo é um saco. Eu quero que deixem isso de uma maneira mais automática, além de obviamente a tradicional que é controlar o pequeno ser, até onde o outro se encontra. Fora isso, prepare para torrar todos os seus neurônios traçando estratégias de qual espécie você deve levar para uma determinada tarefa, porque se o dia acabar e você não conseguir voltar para a base, todos os pikimins que não entram na cebola morrerão, fazendo com que você chore de remorso. Tomara que a adição desses dois personagens a coisa não complique.

O que vai e o que volta....

Segundo Miyamoto que gosta de desafios baseados em limites de tempo. Mesmo que criem uma certa tensão na primeira vez, eles servem para aprender e pensar melhor em sua estratégia. Espero sinceramente  que não voltem com a história de ter uma quantidade de dias para terminar e deixem só como limitação de tempo para o fim de cada dia como no segundo jogo. Miyamoto decidiu implementar o que considera mais "interessante" segundo entrevista dada no Kotaku, então vamos orar para nossa senhora da piriquita dourada para que não caguem a porra toda. Seria um tremendo pé no saco.

O game continuará com seu multiplayer local, não teremos partidas online. A justificativa é meio porca, mas como a Big N está entrando na geração online agora, vamos dar um desconto. Segundo eles, Mario Kart 7 tem multiplayer online e dá muito trabalho manter tudo sincronizado entre pessoas na internet, sem que frames sejam perdidos. No caso de Pikmin isso torna-se ainda mais complicado pois são várias criaturas pequenas e cada posição e movimento é muito importante. Por isso o jogo só terá multiplayer cooperativo local. Sentirei falta disso, mas fazer o quê? A Nintendo quando não caga na entrada caga na saída, sorte que seus jogos são espetaculares, se não.....


ESTOU JOGANDO DINHEIRO NA TELA, MAS NADA ACONTECE!!


Se o Wii U só tivesse Pikmin 3 no lançamento mesmo assim eu compraria, tamanha minha paixão. Se você nunca jogou nada da série e não tem um wii, entre agora no you tube e veja essa maravilha e tente conseguir não se apaixonar pelas criaturinhas simpáticas e prestativas. Mas deixe no último volume, para poder contemplar a genialidade de Koji Kondo e os sons engraçadinhos que os pikimins emitem. Tenho certeza que depois de pelo menos ver vocês vão se interessar, não deixem mais esse game passar só por conta do visual descontraído, porque uma criança dificilmente passará dos desafios, a menos que seja super dotada.

Esse novembro que não chega.....

beijundas.

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