Mesmo quando a SquareEnix (na época ainda só Square) anunciou o lançamento deste filme, milhares de fãs do mundo todo foram à loucura. Finalmente o sonho de ver a maior franquia da história dos jogos eletrônicos na gigantesca tela de cinema estaria se realizando. O ano era 1999 e a previsão de lançamento estava marcada para meados de 2001. Neste intervalo de tempo, foram surgindo boatos e notícias verdadeiras que faziam os fãs ficarem eufóricos, mas ao mesmo tempo preocupados. A noticia que mais agradava a todos, era de que o filme seria feito inteiramente em computação gráfica. A cada nova imagem revelada, presenciávamos uma qualidade nunca antes visto em termos de CG, seja ela nos próprios jogos da square, que eram recheados delas ou nos próprios filmes para o cinema feito assim, como Toystory e tantos outros filmes da pixar.
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Qualidade gráfica assustadora para época. |
A história...
Mesmo não gostando do rumo que a produção estava tomando, os fãs estavam curiosos em relação a história. Afinal, quem estava por trás da produção era o criador da série e diretor do filme, Hironobu Sakaguchi. A história, escrita por Al Reinert e Jeff Vintar, conta a saga da Dra. Aki em busca dos 8 espíritos que poderiam salvar o planeta do ataque alienígena. Em 2065, a terra está infestada por espíritos alienígenas e a humanidade esta à beira da extinção total, vivendo em cidades com barreiras que possuíam um campo de força que os protegiam dos espectros. Liderada por um estranho sonho e guiada por seu mentor, o Dr. Cid, a cientista Aki Ross luta para coletar os oito espíritos e criar uma força poderosa o bastante para destruir a presença alienígena e pura suficiente para proteger Gaia, o espírito do planeta. A Dra Aki recebe ajuda de um esquadrão especial liderados pelo Capitão Gray Edwards, os Deep Eyes. Os humanos são guiados por uma espécie de conselho, na qual não acredita que o Planeta Terra possa ter um espírito.
Como em todos os jogos da série, Final Fantasy: The Spirits Within, tem uma estória profunda e que trata de valores pessoais e também de crer ou não crer em uma força maior que o homem. E é este o principal ponto de tanta controvérsia. Se analisarmos todos os 12 jogos da série (sem contar os spin offs), veremos que o enredo do filme não fica muito distante dos jogos, principalmente em sua essência. Mas mesmo assim, o filme não foi aceito por uma grande parte dos fãs da franquia. Isso fez o filme ser um dos maiores fracassos da história do cinema. Com um custo superior á duzentos milhões de dólares, incluindo os custos de divulgação. No mês de lançamento, precisamente em julho de 2001, arrecadou apenas um pouco mais de sessenta milhões de dólares no mundo todo. O principal argumento é de que ele não tinha ligação nenhuma com o universo Final Fantasy e essa foi a maior decepção dos fãs.
Você sabia?
A "teoria de gaia", também conhecida como "hipótese de Gaia", foi discutida pela primeira vez em 1969 pelo investigador britânico James E. Lovelock, onde afirmava que a biosfera do planeta é capaz de gerar, manter e principalmente regular suas condições de meio ambiente. A comunidade cientifica internacional vê esta teoria com descrédito, exatamente como os conselheiros fazem no filme. Juntos, James E. Lovelock, e a bióloga norte americana Lynn Margulis, seriam Dra. Aki e o Dr. Sid respectivamente. Analisavam pesquisas que comparavam a atmosfera terrestre com a de outros planetas, vindo a propor que é a vida da terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência, e não o contrário, como as teorias tradicionais sugerem.
Elenco e curiosidades na produção.
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Até me caguei... |
Em um primeiro momento, Dr. Cid e Aki seriam avô e neta, mas os produtores acharam melhor não fazer essa relação entre os dois. O motivo da mudança nunca foi revelado. Também estava nos planos da Square fazer um jogo para o Playstation 2 complementando a história do filme, mas com a fraca recepção dos fãs, o projeto foi cancelado. Dra. Aki e o Dr. Cid também seriam usados em projetos futuros da Square Pictures. Al Reinert escreveu o roteiro original, mas Jeff Vintar o reescreveu completamente.
Final Fantasy: The Spirits Within foi a primeira animação de humanos em CG fotorealistica. A maior dificuldade da produção foi animar individualmente cada um dos 60 mil difos de cabelo da Dra. Aki. No total, a equipe de produção era composta por mais de 200 profissionais, vindo de 22 países. Nenhum modelo humano foi usado como referência para cria-los, todos foram construídos a partir de rascunhos feitos diretamente em computadores.
Resumindo....
Resumindo....

Isso vai depender de sua ligação com o universo final fantasy. Como Já dito, uma grande parte dos fãs detestou por não haver nenhuma ligação direta com a série principal. Mas, se analisarmos sem tentar fazer nenhum tipo de ligação com o jogo, encontraremos uma ótima história em um primoroso trabalho técnico.
Talvez, se o filme tivesse outro nome sem tanto peso, a aceitação seria maior. Vale a pena, e muito, assisti-lo, seja por sua estória filosófica, que nos faz refletir o rumo que estamos dando ao planeta, principalmente nesta era de aquecimento global, ou por toda a inovação técnica que o filme mostrou em 2001. Leia o que Yuan-da Eddie Feng, um dos críticos de cinema mais respeitados no mundo, disse sobre o filme em seu lançamento:
“O que diferencia Final Fantasy das outras adaptações de games famosos para as telas do cinema, é o fato de os realizadores terem se preocupado com um roteiro profundo que debate um assunto de diversas maneiras. Isso sempre foi à essência do game Final Fantasy. O filme enfatiza o desenvolvimento da história, assim como seu visual excepcional... Espero que seja indicado na mais nova categoria do Oscar, melhor filme de animação, porém o filme realmente merece ter sua trilha sonora indicada, assim como direção, fotografia e montagem. E já que tocamos no assunto, por que não reconhecer também o valor de sua direção, figurinos, maquiagem e efeitos visuais?”
Que tal esquecer por 106 minutos o nome que ele carrega e dar mais uma chance ao filme?
“O que diferencia Final Fantasy das outras adaptações de games famosos para as telas do cinema, é o fato de os realizadores terem se preocupado com um roteiro profundo que debate um assunto de diversas maneiras. Isso sempre foi à essência do game Final Fantasy. O filme enfatiza o desenvolvimento da história, assim como seu visual excepcional... Espero que seja indicado na mais nova categoria do Oscar, melhor filme de animação, porém o filme realmente merece ter sua trilha sonora indicada, assim como direção, fotografia e montagem. E já que tocamos no assunto, por que não reconhecer também o valor de sua direção, figurinos, maquiagem e efeitos visuais?”
Que tal esquecer por 106 minutos o nome que ele carrega e dar mais uma chance ao filme?
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