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Its a dream paradox...

No dia 5 de julho fará 16 anos que o maravilhoso NiGTHS into dreams foi lançado para Sega Saturn e a sega - fazendo a UÓH - não lança um remake para nos satisfazer. O QUE?? NÃO CONHECE ESSA PÉROLA? Acha que sair voando no mundo dos sonhos com uma criatura assexuada é gay demais para vossos culhões estilo Chuck Norris? Se a resposta for sim, você merece ficar trancado em uma sala jogando Spice Girls The game por toda a eternidade.... MÃÃÃÃÃÃSSSSSSSSSSSSSSSS, ainda dá tempo de salvar sua alma se continar lendo....


Vamos começar do inicio. NiGHTS into dreams foi um jogo criado em 1996 por nada mais nada menos que Yuji Naka ou simplesmente a cabeça por traz de Sonic. Para se ter uma noção da responsabilidade do produtor, foi criado por encomenda para competir com o mega arrasa quarteirões Super Mario 64, que na época estava bombando com tudo e destruindo o pouco que a sega havia conquistado na era Saturn. Até aqui já deu para perceber que o game não era pouca coisa, mas vamos a mais detalhes.

Yuji Naka
Yuji Naka
A intenção do jogo era transmitir sensações de liberdade e nada melhor que conseguir voar para passar isso, então crio-se o mote principal onde o céu era o limite, bom nem tanto. Na verdade NiGHTS é um Sonic que pode voar, ou seja, a jogabilidade é side scrolling porém com a possibilidade de ir para todos os cantos do cenário. Com essa jogabilidade 3D, a sega então lançou junto ao game um controle especial, parecidíssimo com o da concorrente nintendo.... Ok, não era coincidência, o propósito de NiGHTS realmente era esse, rivalizar com Mario. O controle funciona bem para o seu propósito, porém ao contrario do 64, não foi algo feio na raiz do console, então os outros jogos dificilmente se adaptavam bem a alavanca analógica e o d-pad ficava um pouco mal posicionado, o que dificultava a maioria dos games que não fossem feitos pensando no novo controle, principalmente jogos de luta que eram o forte do console da sega. Mas enfim, para o jogo que estamos falando foi uma mão na roda, principalmente por conta das acrobacias que eram possíveis com a jogabilidade dos voos. NiGHTS era praticamente um Diego Hypólito, porém dando menas pinta, se é que isso é possível :P.


A história se passa no mundo dos sonhos que está dividido em duas partes: Nightopia e Nightmare. Os sonhos agradáveis são realizados em Nightopia os pesadelos, como o próprio nome já diz, em Nightmare. Cada parte da personalidade das pessoas são representadas por esferas coloridas nestes mundos chamadas Ideya e o Rei de Nightmare, Wikeman the wicked, está querendo roubar-las enquanto as pessoas dormem para conquistar Nightopia e depois o mundo. Para conseguir tal façanha ele cria duas criaturas, NiGTHS e Reala, porém NiGTHS não gosta nada da ideia de seu criador e se rebela contra suas maldades, o que obriga Wikeman a aprisiona-lo em uma gaiola de Ideyas em Nightopia. Enquanto isso, duas crianças passam por dificuldades no seu dia a dia. Claris Sinclair não consegue enfrentar uma audiência para um teste para um musical de teatro por ter medo dos juízes e Elliot Edwards sofre com a ausência de seu pai e ao tentar jogar basquete com garotos mais velhos, perde ficando traumatizado. Ao dormir e ter pesadelos depois desse dia fatídico, eles descobrem que possuem a mesma Ideya vermelha, rara esfera que representa a coragem e por coincidência não pode ser roubada pelo antagonista. Conseguem escapar para Nightopia e libertar NiGHTS que explica todo o acontecido e pede ajuda para destruir os planos de Wikeman e restaurar a paz. Ufa, é impressionante como antigamente existia um cuidado incrível dos produtores com enredos mesmo em jogos supostamente mais simples, não é?

Controle que vinha na caixa de NiGHTS
O game é dividido em sete fases, sendo três com cada personagem. A sétima igual para os dois e para passar de cada nível, Claris ou Elliot deve se fundir com o aprisionado NiGHTS e então ganhar o poder de voar. Caso isso não seja feito e você fique perambulando pelo cenário, um relógio despertador fica correndo atrás de você até te acordar e então é game over. Bom, é uma chatice jogar sem a roupa de NiGHTS, já que a jogabilidade não ajuda. O legal é agarrar o pierrot e sair voando. Existe um tempo para poder ficar voando e coletar vinte esferas azuis espalhadas pelo cenário para então poder quebrar a gaiola onde as Ideyas estão aprisionadas e poder enfrentar o chefe de fase. Caso não consiga fazer no tempo NiGHTS é aprisionado novamente e voltamos a forma humana com o maldito relógio correndo atrás. Isso não é nada bom de acontecer, pois no fim de cada fase é lhe dado um ranking que depende de quanto tempo foi gasto para conseguir recuperar todas as Ideyas, quantos pontos foram feitos com loopings e acrobacias e etc. Caso o ranking seja menor que C em qualquer fase, não se pode ir para a última e enfrentar Wikeman. Eu acho um saco esse lance de tempo em qualquer jogo, porém no jogo de Yuji Naka diverte e não é frustrante. Se existe um jogo que eles acertaram em tudo, esse foi NiGHTS into dreams, pode acreditar.

Talvez o único problema para alguns jogadores seja o seu tempo de conclusão. Passa rápido e o esquema do tempo de motiva a querer correr cada vez mais buscando rankings melhores, mas para quem curte um game longo pode ficar um pouco desapontado. Particularmente eu acho que é tudo na medida certa, o game  tem um fator replay muito legal. Além dos rankings, existe um sistema chamado A-life que significa "artificial life". Para quem jogou Sonic adventure, deve lembrar dos "chaos", aqueles bichinhos azuis que saiam dos ovos coletados em um jardim e podiam ser carregados pelo VMU do Dreamcast como bichinhos virtuais. Nights é o precursor desse sistema e aqui temos os nightopians, simpáticos moradores do mundo dos sonhos. O sistema não é tão complexo, pois em sonic adventure foi aperfeiçoado, mas é muito interessante. Quando os nightopians estão felizes, as músicas se alteram na fase e ainda da para cruzar um nightopian com  um Nightmaren para criar outras criaturas. Parece fútil, mas são os pequenos detalhes que fazem a diferença em qualquer grande game.




Depois dessa "pequena" explicação sobre o game, espero que no mínimo que ainda não tenha jogado fique com alguma curiosidade, então é aí que entra o verdadeiro propósito deste post. Nós, fãs do pierrot mais famoso no mundo dos games, queremos um relançamento. Não queremos aquela coisa que foi o Journey of Dreams para Wii e sim apenas o game original remasterizado. Se você não sabe, foi refeita uma versão para Playstation 2, mas infelizmente ficou limitada ao povo japonês. Com a onda de relançamentos que a sega vem fazendo ultimamente, seria TUDO relançarem NiGHTS para Live/psn em full HD glory. Seria a oportunidade perfeita de quem não curtiu essa pérola da era de ouro da SEGA se redimir, e para nós aficionados matarmos nossa sede. Existe um site que recolhe votos para chamar a atenção da sega. Não fez muito sucesso, não imagino o porquê, mas ainda há esperanças. Então eu vos peço humildemente para entrar NESTE LINK e contribuir para a causa clicando no link dos "fans".





Espero que um dia a SEGA se de conta da importância do game para quem cresceu jogando Saturn e para quem não o fez, consiga alcançar essa que foi a última pérola lançada por Yuji Naka no falecido console de 32 bits. NiGHTS marcou uma geração e nada mais justo que uma homenagem em Full HD glory.

Beijundas....

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