Polêmica, Diversão, Lan House e Corujão. Essas palavras definiam um conceito de diversão que muitos daqui vivenciaram no início dos anos dois mil.
Muito antes da internet se popularizar e você poder jogar seu "codezinho" no conforto da sua poltrona, existia um jogo, um esporte eletrônico, um vício que tomava conta de jovens cansados de matar alienígenas vindos do inferno. Esse jogo era conhecido como "CS". Essa sigla, mundialmente conhecida, refere-se a uma modificação (mod) de outro jogo de grande sucesso: Half-Life. Como uma mutação ou experiência com resultados não previstos, originava-se um dos jogos mais populares e jogados de toda internet, lan houses, botecos, casas de amigos, etc. Senhores e senhoras apresento a vocês, Counter Strike: Global Offensive.
Eu falando de CS sem me envolver emocionalmente é uma coisa difícil de acontecer, pois sempre joguei desde o lançamento, inclusive vendo pela primeira vez o amor da minha vida em uma cadeira de lan house.
Mas chega de lero-lero, vamos ao que interessa!
Você deve estar se perguntando, do que se trata o jogo? Bem, se você está mesmo se perguntando isso, sai daqui seu NOOB! Brincadeira, tio Faste vai explicar. Tem-se duas equipes com objetivos opostos: de um lado os Terroristas (TR) tentando explodir determinado local ou manter cativos reféns até um determinado limite de tempo e de outro os Contra-Terroristas (CT), os policiais, tentando tolher essas atividades criminosas. Simples assim, porém, simples não quer dizer que não haja estratégia para que cada um alcance seu objetivo.
Cada mapa (as "fases") presente no jogo possui nuances próprias e saber se posicionar neles é crucial. Nessa nova versão de CS, não foram introduzidos novos mapas para os modos clássicos, apenas para os novos modos "Demolition" e "Arms Race", esse último o popular "gun game" que muitos conheceram pela primeira vez em Call of Duty Black Ops, mas é de longa data um modo dos antigos CS's. Neles a principal proposta é que você "evolui" suas armas à medida que consegue matar seus oponentes. A diferença entre os dois é que em Demolition há um objetivo a ser cumprido (bomba ou reféns) e em Arms Race é um grande deathmatch em que vence quem conseguir matar com cada uma das armas do jogo.
Falando sobre armas, temos uma grande variedade disponível e também uma grande variação à versão anterior, CS Source, tanto em quantidade quanto em jogabilidade. Jogadores veteranos vão ter que se adaptar ao novo "recoil" de armas novas e antigas, bem como às novas opções de granadas: Decoy e incendiária.
A primeira imita o som de tiros, servindo de isca e a segunda faz com que o lugar onde for lançada, arda em chamas por um breve período, bloqueando assim, a passagem dos jogadores. Ao meu ver essas duas foram as principais adições ao arsenal do CS:GO, trazendo elementos táticos muito bem vindos.
A movimentação é algo que faz toda diferença em um jogo como CS e em CS:GO, está um pouco diferente da última versão. Pulos não estão tão fáceis como em CS Source e a movimentação lateral está mais rápida, dificultando acertar tiros no adversário. Me parece que um antigo problema das versões antigas está, se não resolvido, muito próximo da solução. Estou falando do atraso no registro do dano sofrido pelo boneco adversário e o apresentado na tela.
Parece complicado, mas vou tentar explicar: no CS Source existe um atraso no que é mostrado como imagem do jogador e onde realmente está a região de danos do mesmo, assim para acertar você teria que atirar na frente do boneco! É questão de décimos de segundo, mas quem joga sabe que isso faz uma diferença boa.
Enquanto aos gráficos você pergunta: "por que eu vou jogar uma coisa dessas tão datada visualmente quando posso jogar meu bf3?". Bem meu jovem padawan, mamãe já não te ensinou que bons gráficos não querem dizer bom jogo (diablo 3 alguém? Eerrrrrr... melhor deixar quieto)? Eu achei sim que poderiam ser melhores, principalmente as texturas, mas como disse, não fazem mal, uma vez que prefiro jogar com o fps mais alto e isso também ajuda quem tem computadores mais modestos. Os modelos dos bonecos e mapas foram totalmente reformulados sendo que para cada mapa existem um conjunto próprio de personagens, tirando do jogador aquela velha opção de escolher o rambo barbudo ou o cara com roupa de inverno na dust. Foram tirados os elementos que ficavam soltos e atrapalhavam o jogo, como barris, que agora ficam estáticos. As animações das armas e também as de morte estão muito boas, mais críveis. Eu disse antes que não foram adicionados novos mapas, né? Sim, não foram, mas foram feitas mudanças significativas em vários, como de_dust1, um mapa que estava jogado às traças, sendo um dos mais chatos, mas que agora tem outro layout facilitando e tornando a partida muito mais divertida.
A parte de som ficou razoavelmente melhor, uma vez que os sons durante a partida são mais facilmente percebidos e agora há uma trilha sonora no jogo, tirando aquele ar seco e sem graça. Não sei se é nostalgia ou má qualidade dos sons de algumas armas, mas prefiro os antigos. O som da ak47 ou da awp apesar de não serem tão reais no CS Source, eram mais marcantes.
Conclusões finais....
Counter-Strike: Global Offensive tem várias falhas a serem corrigidas, como a possibilidade de se gravar um conjunto de armas como favorito e que não está presente nessa versão, porém traz muitas novidades e um ar novo para atrair as novas audiências, sem tirar a essência estabelecida nesses quase doze anos.
Se você é um veterano, vai ter que se acostumar com algumas coisas, porém o seu jogo está aí. Se você é um novado (newbie ou nOOb) não desista na primeira vez que jogar, já que CS é um dos jogos com a curva de aprendizado mais estratosférica que eu conheci. Treine, jogue sem muita pretensão que logo logo você sem perceber vai estar dando headshots em todo mundo. Menos no Faste, é claro.
Nota 9,5
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