Estava refletindo como eu faria o review deste jogo, em uma segunda feira, eu e meu maridinho resolvemos encher a cara. Foi então que entre um copo e outro, surgiu a ideia de escrever enquanto eu poderia mostrar sinceridade nesse mar de blogs e opiniões pela internet. Agora, praticamente 8 dinastias egipicias depois, eu achei nos rascunhos do blog o começo do review e decidi terminá-lo, só para postar minha opinião mesmo, tipo assim, to sem porra nenhuma pra fazer.
Então vamos lá.....
É impressionante o poder que Resident Evil exerce sobre quem não tem contato algum com video games. Meu namorado começou a jogar quando me conheceu, bom, acho que ele percebeu que a minha paixão por video game era um tanto quanto grande, então buscou o jogo que ele mais tinha "ido com a cara" para começar a se aventurar e tentar me agradar de algum jeito, então ao ver Resident Evil 5 e toda a violência de se poder estourar uma cabeça, me pediu para tentar aprender a viver esse mundo que tanto amo.
E assim que começou um vicio, com mais um "convertido" a nossa doutrina. Frank se apaixonou pelo jogo e eu me vi obrigado a terminar Resident Evil 5 pelo menos umas 3 vezes, começando pelo easy até que ele aprendesse e terminando do hardcore até o expert.
Quando lançado, eu até que simpatizei com Resident Evil 5 pelos gráficos new genaration e talz, mas com o tempo comecei a perceber que o rumo tomado pela franquia não me agradava muito. Na verdade no quarto capitulo tudo já estava mudado, foi um reboot necessário, ninguém aguentava mais aquela jogabilidade tanque e Shinji Mikami encontrou uma maneira genial de "rebotar" a série sem perder a essência. Apesar de ter gostado, no fundo já imaginava que RE 4 era o começo do fim. Aqueles zumbis falantes e "inteligentes" no fundo não me agradavam muito e infelizmente o produtor deixou a capcom. Talvez isso tenha influenciado de alguma maneira na "gearsofwarlização" de Resident Evil 5, de qualquer maneira, o encanto dos gráficos HD e redenção de meu namorado aos video games, conseguiu me cegar para a jogabilidade travada.
O tempo foi passando e Resident Evil 6 chegou e acabei ganhando a versão Playstation 3 do game pelas mãos apaixonadas de meu namorado. Mesmo depois de muito babado, confusão e gritaria dos reviews pelo mundo afora, além de ter experimentado a demo e não achado lá grandes coisas , eu me senti empolgado com o presente. Será que as opiniões estavam erradas, sendo Resident Evil 6 um jogo média 67 no metacritics?
Pois bem, ontem eu acabei o game e depois de beber uns 8 copos de gelata resolvi dar meu veredicto.
Como todos já estão carecas de saber, o game conta com 3 campanhas distintas, onde a capcom mostra diferentes jogabilidades, tentando agradar a todo fã de resident evil. Os que jogaram na época psone com a campanha do Leon, os que começaram a jogar no 4 e 5 com a campanha de Crhis e um "meio termo" com Jake e Sherry. Talvez tenha sido nessa divisão que a produtora tenha errado, o game erra por não seguir um caminho com uma personalidade definida. Não sabe que rumo seguir, porque até mesmo onde supostamente devia seguir um caminho de terror e suspense (Leon e Helena), se perde na conclusão.
A história dos dois começa dentro de uma universidade em uma cena onde Leon tem que dar cabo do presidente dos Estados Unidos depois do mesmo ser zumbificado. Leon não consegue e Helena acaba concluindo o serviço. Podemos dizer que a verdadeira protagonista desta parte da história é Helena, Leon fica com uma parte bem rasa, quase um coadjuvante.
Chris e Piers tem a "melhor" história das 3 campanhas. Chris se tornou um bebum que fica perambulando pelos bares da vida após perder sua memória em um episódio envolvendo a perda de seus soldados e Piers é um enviado da BSAA para achar o homem, o mito, a lenda e convence-lo a voltar a comandar uma equipe contra o bioterrorismo. Parece rasa, mas o final é surpreendente e empolga.
Já Sherry e Jake formam o casal "crepúsculo" do game. Jake Muller é filho ilegítimo de Albert Wesker, aquele cara chato pra cacete dos outros Resident Evils. Ele herdou as características genéticas de seu pai, matrix like, sendo imune aos contágios causados pelos agentes mutagênicos, então Sherry é enviada para pegar o cara e conseguir amostras de seu sangue para tentar achar uma cura para o vírus. Preparem-se para o choque ao descobrir que Sherry é algum tipo de Wolverine residentevilstico.... OH WAIT, vocês não terão mais esse choque, já que eu spoilei. BÁH, no final vocês me agradecerão. :P
Na verdade, a história de Resident Evil 6 é algo entre o bizarro e emocionante. Shinji Mikami estava certo: O jogo tem um ar Hollywoodano, porém no tom pejorativo da coisa. O enredo é cheio de furos e discrepâncias imperdoáveis, como na parte onde uma Lepotitsa invade um avião e os protagonistas estranhamente não se transformam em zumbis, ou até mesmo nos encontros um tanto quanto improváveis das três duplas e Ada, que é praticamente imortal. A história até que empolga, mas chega a ser infantil no que toca a subestimação da inteligência do jogador. Mesmo assim, nem tudo está perdido: Apesar de ter achado a campanha do Crhis a pior no quesito jogabilidade, sua história carrega um tom dramático parecido com Code Verônica, o que pode empolgar os fãs mais fanáticos da franquia.
Enfim, vamos falar no ponto onde eu achei que o jogo mais falha: A jogabilidade. É aqui que a crise de identidade se mostra mais forte, porque a capcom simplesmente não parece saber que rumo o jogo quer tomar. O problema não está nos Javos (que nada mais são que uma evolução dos uroboros) espadachins, ou nos zumbis com metralhadoras que estranhamente querem te bater e não comer seu cérebro. O problema está em querer agradar todo mundo e no final não agradar ninguém que tenha pelo menos 2 neurônios no maldito cérebro. Se a produtora resolvesse em que lado ficar, talvez a cagada não tinha sido tão rala. Finalmente podemos atirar a andar ao mesmo tempo, mesmo que não se mostre muito útil. Os inimigos são constantes e com a câmera querendo beijar os protagonistas fica meio difícil, andar, atirar e desviar dos constantes zumbis que querem te espancar.
Graficamente falando, Resident Evil 6 não chega a fazer feio, mas também não evolui muito do que foi o quinto episódio da série que possuía gráficos impressionantes para a época em que foi lançado. Muito pelo contrário, algumas texturas parecem estar em baixa resolução. O frame rate segue sempre constante, pelo menos na versão Ps3, que foi a que joguei. Não existem inovações por aqui, apenas mais do mesmo e alguns efeitos pequenos aqui, outros ali. A única diferença agora é que os zumbis vão se desfazendo conforme são atingidos, o resto continua o mesmo.
O som é muito bom, isso claro, levando em consideração no que o jogo se transformou. Ele acompanha o ritmo da ação e consegue fazer o que se propõe, que é empolgar o jogador no ritmo acelerado que procegue o jogo.
Finalizando....
Não se engane com o começo de Resident Evil 6. Ele quase te engana com a campanha de Leon, mas quando chega perto do fim se perde no que poderia ter sido uma volta triunfal as raízes da série, com história tosca, jogabilidade caricata e gráficos sem inovação. Não acho que é um jogo ruim, mas só vale a pena pegar naquela promoção camarada do steam, ou até mesmo ganhar na Psplus.
NOTA: 7,0
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